Genética de Suínos – Agroceres PIC

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Aclimatação de leitoas é estratégica para estabilidade sanitária e desempenho do plantel, destaca especialista da Agroceres PIC

Em palestra no 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, Luciano Brandalise abordou os efeitos da preparação sanitária das fêmeas de reposição sobre a saúde e a produtividade das granjas.

A introdução de leitoas de reposição representa um dos principais pontos de atenção para a manutenção da estabilidade sanitária dos plantéis suínos. Além de evitar a entrada de doenças, o desafio envolve preparar esses animais para as condições epidemiológicas específicas da granja de destino, reduzindo riscos sanitários e produtivos ao longo dos ciclos seguintes.

O tema foi abordado pelo médico veterinário Luciano Brandalise, consultor técnico comercial da Agroceres PIC, durante o 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, realizado em Chapecó (SC). Na palestra “Sincronia Sanitária: o impacto da aclimatação de leitoas na estabilidade do plantel”, Brandalise discutiu critérios e evidências relacionados ao processo de aclimatação das fêmeas de reposição.

Segundo o especialista, a evolução do status sanitário das granjas multiplicadoras de material genético ampliou a disponibilidade de leitoas livres de agentes de importância econômica. Como consequência, tornou-se mais frequente a introdução de animais negativos em plantéis positivos, condição que exige maior planejamento para compatibilizar o status sanitário da reposição com os desafios presentes na propriedade.

Aclimatação e estabilidade sanitária

A aclimatação tem a função de promover a adaptação imunológica das leitoas à microbiota e aos agentes presentes na granja de destino. “A aclimatação é a ferramenta que transforma a reposição em estabilidade”, afirma Brandalise. “O objetivo é fazer com que essa exposição ocorra de maneira planejada e em período adequado, permitindo que as fêmeas cheguem aos momentos de cobertura e parto com menor desafio sanitário”.

Entre os exemplos apresentados está o Mycoplasma hyopneumoniae, agente associado à pneumonia enzoótica. “Estudos conduzidos em condições brasileiras mostraram que, após a introdução de leitoas negativas em granjas positivas, foram necessários entre 23,9 e 69,4 dias para que 95% das fêmeas apresentassem ao menos uma detecção positiva do agente por PCR. Para a soroconversão de 95% do rebanho, o intervalo observado variou de 37,9 a 121,7 dias”, explica.

Os resultados reforçam, segundo Brandalise, a importância de iniciar a aclimatação o mais cedo possível e de trabalhar com protocolos definidos. De acordo com o especialista da Agroceres PIC é preciso considerar quatro pilares: vacinação, medicação, contato planejado com animais anteriormente alojados e mão de obra qualificada para executar e acompanhar corretamente todas as etapas.

Um dos pontos enfatizados é que o processo não deve ser definido apenas pela classificação do plantel como positivo ou negativo.

“Não se aclimata uma leitoa para uma ‘granja positiva’; aclimata-se para agentes e condições epidemiológicas específicas da granja de destino”, ressalta.

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