Por Thiago Freitas – Supervisor de Serviços Veterinários da Agroceres PIC
A entrada de leitoas na granja é um dos momentos mais críticos para a manutenção da saúde do plantel e para a produtividade e longevidade das futuras matrizes. Quando esse processo não é bem planejado ou executado, aumentam os riscos de introdução e disseminação de agentes infecciosos, de desequilíbrios sanitários na granja e de queda no desempenho zootécnico do sistema de produção. Por outro lado, quando o manejo sanitário na recepção das leitoas é bem estruturado, a granja preserva seu status sanitário, reduz perdas reprodutivas, melhora o desempenho ao longo da vida produtiva e ganha mais previsibilidade nos resultados. Confira, a seguir, sete orientações práticas para otimizar o manejo sanitário das leitoas na entrada da granja.
Defina a origem das leitoas de acordo com o status sanitário
O planejamento da reposição deve começar pela definição criteriosa da origem das leitoas. É fundamental que os animais sejam provenientes de fontes com status sanitário conhecido, monitorado e compatível com o da granja de destino, reduzindo o risco de introdução de agentes de importância para o sistema produtivo, como Mycoplasma hyopneumoniae, Senecavírus A e Actinobacillus pleuropneumoniae, etc. Trabalhar com fornecedores que possuam histórico sanitário confiável, monitoramento frequente e protocolos bem estabelecidos fortalece a biossegurança do sistema e contribui para a formação de um plantel mais estável e previsível.
Receba leitoas de origens com o mesmo status sanitário
Sempre que possível, o recebimento das leitoas deve ser feito a partir de origens que tenham o mesmo status sanitário ou superior, como forma de reduzir a variabilidade entre lotes e evitar o acúmulo de variantes de agentes endêmicos no sistema. O ingresso de animais provenientes de diferentes origens aumenta a complexidade sanitária da reposição e pode dificultar tanto a adaptação das leitoas quanto a estabilidade do plantel ao longo do tempo. Ao concentrar a reposição em origens com mesmo status de saúde ou superior, a granja ganha em previsibilidade, facilita o manejo sanitário e reduz os riscos associados à introdução simultânea de diferentes perfis microbiológicos.
Adote quarentena em instalação adequada e separada do plantel
A quarentena na granja de destino é uma etapa fundamental para avaliar a saúde das leitoas de reposição antes de sua introdução no plantel. Ela deve ser realizada em instalação fisicamente separada, preferencialmente a pelo menos 500 metros dos demais galpões da granja. Esse período deve contemplar, no mínimo, 28 dias, permitindo observar a condição clínica dos animais, monitorar a ausência de enfermidades de interesse da propriedade e evitar o contato imediato com o rebanho residente. Além do isolamento físico, é importante manter pessoal e equipamentos exclusivos nessa instalação até que as leitoas sejam liberadas para ingresso no plantel. Quando bem conduzida, a quarentena atua como uma barreira de proteção sanitária e serve de base para a integração segura das futuras matrizes.
Organize o fluxo de entrada e reforce a biossegurança
O recebimento das leitoas deve ser planejado de forma estratégica, buscando reduzir o número de eventos de entrada de animais ao longo do ano, inclusive com a programação de lotes com diferentes idades. Essa organização diminui a frequência de movimentações externas e, consequentemente, o risco de introdução de agentes sanitários. Ao mesmo tempo, cada chegada deve ocorrer dentro de um fluxo operacional bem definido, com reforço rigoroso das medidas de biossegurança na entrada da granja, incluindo controle de acesso, higienização de veículos e materiais, definição de rotas, troca de roupas e calçados, além da separação adequada entre áreas e equipes.
Realize avaliação clínica e monitoramento sanitário em todos os lotes de ingresso
A chegada das leitoas deve ser acompanhada por um programa de monitoramento sanitário ativo, que combine avaliação clínica e diagnóstico para a pesquisa de agentes relevantes para a granja, como Mycoplasma hyopneumoniae, Senecavirus A e Actinobacillus pleuropneumoniae. Nesta fase, é importante programar coletas em momento compatível com o período mínimo de incubação dos agentes de interesse do sistema produtivo, reforçando a segurança da vigilância sanitária. Durante todo o alojamento na quarentena, a equipe deve manter vigilância constante sobre sinais clínicos respiratórios, entéricos e nervosos, permitindo a identificação precoce de alterações e a adoção ágil das medidas sanitárias necessárias pelos veterinários da granja.
Estruture um programa de aclimatação sanitária compatível com os desafios da granja
A chegada das leitoas deve ser acompanhada por um programa de monitoramento sanitário ativo, que combine avaliação clínica e diagnóstico para a pesquisa de agentes relevantes para a granja, como Mycoplasma hyopneumoniae, Senecavirus A e Actinobacillus pleuropneumoniae. Nesta fase, é importante programar coletas em momento compatível com o período mínimo de incubação dos agentes de interesse do sistema produtivo, reforçando a segurança da vigilância sanitária. Durante todo o alojamento na quarentena, a equipe deve manter vigilância constante sobre sinais clínicos respiratórios, entéricos e nervosos, permitindo a identificação precoce de alterações e a adoção ágil das medidas sanitárias necessárias pelos veterinários da granja.
Padronize vacinação, medicações e manejos preventivos das leitoas de reposição
A padronização dos protocolos sanitários é indispensável para que todas as leitoas recebam o mesmo padrão de cuidado e preparação ao ingressarem no plantel. Programas de vacinação compatíveis com a granja de destino, bem como a inspeção diária dos animais para detecção precoce de alterações e adoção oportuna de protocolos medicamentosos, devem ser conduzidos com base em critérios técnicos claros. Para isso, é importante contar com cronogramas bem definidos, registro das ações e monitoramento contínuo da execução, de forma a preservar a resposta sanitária esperada e favorecer um maior aproveitamento das leitoas adquiridas, aumentando o percentual de fêmeas aptas à cobertura e ao início da vida reprodutiva. Quando bem realizada, essa rotina preventiva promove maior uniformidade do lote, fortalece a segurança do sistema de produção e contribui para a produtividade e longevidade das matrizes.