Sandro Cardoso de Moura – Desenvolvimento de Negócios da Agroceres PIC
Ao acelerar a entrega de genes superiores nos plantéis comerciais, a Genética Líquida se consolidou como ferramenta estratégica para a competitividade da suinocultura brasileira.
A competitividade na suinocultura depende, cada vez mais, da capacidade de acessar genes superiores. Introduzida há pouco mais de 10 anos no mercado brasileiro pela Agroceres PIC, a Genética Líquida vem cumprindo esse papel à risca.
Ao otimizar o uso de genes de machos reprodutores posicionados no topo da pirâmide genética – uma elite que representa apenas 3% do plantel global de suínos –, essa tecnologia não apenas eleva o padrão genético dos plantéis, como aumenta a eficiência produtiva nas unidades de produção.
Muito mais do que a simples venda de doses de sêmen suíno, a Genética Líquida AGPIC é um conceito inovador, sustentado por pilares sólidos que garantem alta performance, segurança e confiabilidade. Assim como a inseminação artificial transformou a produção de suínos há algumas décadas, a Genética Líquida se apresenta hoje como um recurso incremental na atualização genética na suinocultura.
Ganhos produtivos e impacto na cadeia
O grande diferencial da Genética Líquida AGPIC está em transferir material genético de alto valor diretamente às granjas, de forma contínua, prática e segura, sem exigir a estrutura e os custos de uma Central de Inseminação Artificial. Isso acontece porque o nosso modelo de negócio é sustentado por uma estrutura sólida, com características muito particulares.
Desde o início, a Agroceres PIC optou por construir unidades próprias, o que garante absoluto controle sobre todas as variáveis que influenciam a qualidade das doses inseminantes. A robustez adquirida pela rede de Genética Líquida, resultado de investimentos contínuos ao longo da última década, confere diferenciais importantes.
O primeiro deles é a maior eficiência na disseminação genética, reduzindo o gap entre a Granja Gênesis e as unidades comerciais. Não apenas pelo tamanho da rede, mas também pela gestão genética do plantel nas Unidades de Disseminação de Genes (UDGs). Esses reprodutores estão no topo da pirâmide de melhoramento genético, assegurando acesso direto aos melhores genes. A gestão do índice genético é contínua, e a taxa de reposição anual do plantel supera 100%.
Biossegurança como pilar estratégico
Outro ponto forte da rede própria é a máxima segurança sanitária. As UDGs da Agroceres PIC são implantadas em locais isolados, afastados de estradas e regiões de alta concentração de suínos, reduzindo riscos de contaminação. Operam com rígidos protocolos de quarentena, monitoramento sanitário rigoroso e filtros microbiológicos que impedem a transmissão de patógenos por aerossóis.
A inovação também chega à biossegurança por meio da Realidade Aumentada. Com o uso de óculos inteligentes, é possível realizar visitas virtuais às unidades de produção, promover treinamentos remotos, mentorias técnicas em tempo real e acompanhar atividades críticas sem a necessidade de entrada física, reduzindo riscos e aumentando a eficiência da gestão sanitária.
Logística inteligente e plano de contingência
A logística é outro diferencial importante. Para atender um país de dimensões continentais, a Agroceres PIC desenvolveu um sistema exclusivo de transporte da Genética Líquida. As doses são enviadas em veículos equipados com conservadoras de sêmen com temperatura interna controlada, que seguem rotas sanitárias pré-definidas e são monitoradas via satélite.
Esse processo garante a entrega do produto certo, no local certo, no momento certo, com previsibilidade e máxima segurança. Além disso, a empresa conta com uma estrutura efetiva de contingência: em casos emergenciais, está preparada para ampliar o fornecimento e assegurar o suprimento contínuo às granjas.
Impacto produtivo no campo
A adoção sistemática da Genética Líquida já mostra reflexos concretos no desempenho das granjas. Entre os principais ganhos estão o aumento do número de nascidos totais por fêmea, com médias de 18 leitões por parto e casos que chegam a 22, a melhoria na conversão alimentar, em torno de 1,9 a 2,0, e avanços no ganho de peso diário, alcançando até 1,2 kg por animal em algumas unidades.
Esses resultados refletem não apenas a qualidade genética, mas também a padronização dos lotes, a eficiência no uso de recursos e o fortalecimento da rentabilidade ao longo de toda a cadeia produtiva.
Ganhos comprovados que já transformam a realidade das granjas brasileiras. Mas esse é apenas o começo: o futuro da disseminação genética promete inovações ainda mais disruptivas.
Depois de mostrar o impacto da Genética Líquida na suinocultura, o próximo artigo revela as inovações que vão redefinir o futuro da reprodução suína, com mais eficiência, precisão e resultados no campo.